Esta postagem não era pra existir, na realidade, mas duas coisas me impulsionaram a criá-la: a necessidade de "distribuir" as fotos aos fotografados e a obrigação de louvar um acontecimento. Tendo a primeira intenção sido realizada, cabe partir à próxima.
Diário de um viajante que caminha só e que, como muitos, não sabe aonde vai, mas que sente a vontade do movimento, do espaço, da inconstância. Nesse caminho os medos são meus companheiros, mas a esperança é quem me guia e através de seu rastro vou trilhando o meu.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Entre rosas, planetas, raposas e baobás
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Um dia de quarta
Sem dúvida, um dia atípico. Hoje (03/12) não fui para a universidade, pois no setor onde faço pesquisa está acontecendo a seleção pra as novas turmas de mestrado e por isso não p
osso ficar no local. Desde a semana passada estou sabendo disso e fiquei exultante porque seria uma oportunidade de colocar os atrasados em dia e tudo mais. Balela. Nesta quarta, me dediquei a não fazer absolutamente nada do que considero construtivo. Acordei tarde, baguncei a cozinha e saí (manhã); quando voltei da academia, perdi algum tempo assistindo a um pornôzinho, depois tomei banho e voltei para o PC, nem sei por quê, quando me vi estava cheio de telinhas do Youtube no meu navegador. Resolvi, então, ir dormir (tarde) para acordar em algum momento e finalmente fazer "algo construtivo" - Cê acha? Acordei e fui ver o "Ensaio" com Marcelo Camelo (noite). Desisti então de "lutar" e me entregeuei à ralidade: o meu dia era pra tudo menos para o meu cotidiano. Aqui estou eu, à 00:25, escrevendo no blog quando amanhã (ou melhor, hoje) tenho uma porção de coisas para realizar. Deixar para escrever esse horário é terrível: estou sendo puxado pelas obrigações que pegam, cada, em uma parte do meu corpo e me puxam para a cama.
osso ficar no local. Desde a semana passada estou sabendo disso e fiquei exultante porque seria uma oportunidade de colocar os atrasados em dia e tudo mais. Balela. Nesta quarta, me dediquei a não fazer absolutamente nada do que considero construtivo. Acordei tarde, baguncei a cozinha e saí (manhã); quando voltei da academia, perdi algum tempo assistindo a um pornôzinho, depois tomei banho e voltei para o PC, nem sei por quê, quando me vi estava cheio de telinhas do Youtube no meu navegador. Resolvi, então, ir dormir (tarde) para acordar em algum momento e finalmente fazer "algo construtivo" - Cê acha? Acordei e fui ver o "Ensaio" com Marcelo Camelo (noite). Desisti então de "lutar" e me entregeuei à ralidade: o meu dia era pra tudo menos para o meu cotidiano. Aqui estou eu, à 00:25, escrevendo no blog quando amanhã (ou melhor, hoje) tenho uma porção de coisas para realizar. Deixar para escrever esse horário é terrível: estou sendo puxado pelas obrigações que pegam, cada, em uma parte do meu corpo e me puxam para a cama.Como eu queria que outra coisa me puxasse para a cama... Enfim, estou ouvindo Gal cantando que seu nome é Gal e se apresentando... em 1969... Demais! Por que Gal não vem me puxar pro leito pra me mostrar o que é 69 pra ela. Enfim, devaneios bons, muito bons, por sinal. Por falar em alguém do "grupo baiano", como diria Tom Zé (aqui), vou citar outro de seus integrantes, Caetano Veloso. Hoje, no meu dia anômalo, no momento "telinhas do Youtube", tinha passado pelo site da MTV Brasil e, na parte dos vídeos, tinha um marca que chamava a atenção para uma ironia interessantíssima: Caetano Veloso, no site da multinancional cultural, "liderava" a lista dos vídeos menos vistos; o título do seu clipe menos acessado: Livros. A ironia reside no nome da obra (nem tanto do autor) num site destinado para o público dito teen. Por que os jovens não gostam de Livros?
Amanhã nem sei como vai ser o dia. Tô indo dormir à 01:16 pra fazer uma ruma de coisas. Que venham, estou aqui! hehehe!
Me despeço com Caê e o clipe menos visto pela grande MTV...
Amanhã nem sei como vai ser o dia. Tô indo dormir à 01:16 pra fazer uma ruma de coisas. Que venham, estou aqui! hehehe!
Me despeço com Caê e o clipe menos visto pela grande MTV...
domingo, 30 de novembro de 2008
Mitad

Escrever bem para mim é definitivamente ser visceral. Há momentos propícios para as boas letras. Certa vez, assistindo a uma aula de literatura portuguesa, da qual gostei bastante -raro evento, pois não sou adepto da literatura lusa, pelo menos da passada até agora a mim -, ouvi algo do que falava a apaixonada Mariana Alcoforado, uma coisa que me chamou muito a atenção. Em uma de suas poesias, ela dizia que seus melhores momentos eram os que a felicidade estava longe de si, pois, naqueles, seus olhos não estavam nublados pelo sentimento eufórico. Quando ouvi a professora ler isto me veio a sensação de que eu era também partidário do pensamento da noviça: eu não produzo bem estando "bem". Pode parecer uma conclusão negativa, no mínimo ambígua, mas é uma realidade. Neste momento estou com um sentimento familiar a mim, que me faz vir aqui e escrever para que me sinta de alguma forma bem, ou seja, andando na tenuidade da contradição, ou não. Escrever quando estou mal nada mais é do que uma tentativa de ficar bem. Agora estou ouvindo a voz maravilhosa de Rosa Passos, numa madrugada de sábado (para domingo) e sozinho. Tudo escuro. Estou escrevendo. Em minha companhia Dindi... "Você não existe Dindi...".
Minha rotina tem me feito emburrecer. Não sento para ler, nem para escrever. Não consigo esconder o meu descontentamento de viver rodeado de cabeças de vento, de pessoas que me contaminam com as doenças do mundo, que me transformam em massa. Eu não posso fazer mais do que a força que tenho no momento. A vida não tem sido atraente para mim, pois tem se mostrado uma sucessão de figurinhas repetidas, burras, chatas e eu me tornando afim. Triste. Não suporto estar na companhia das pessoas, elas me fazem atuar, ser como elas e eu sempre pensando, me policiando, para não me dizer melhor que elas, me excluir quando no fundo o que quero é de fato me subtrair de tudo.
Certa vez escrevi aqui minha alegria em me perceber humano, fraco etc., contudo vejo que sou assim, mas que não posso me resumir a isso e fazer da vida uma sucessão de segundos, minutos e horas e nada além. Na verdade, me sinto como alguém que não gosta de quartos; numa dualidade, sinto que preciso de regras para domar a fera dentro de mim, uma que tenho medo, pois nunca a deixei livre dos limites que eu mesmo impus. Não nasci para estar preso, posto que viva numa maneira trilhada e tida por muitos como exemplar, no íntimo não é assim. Há tanto em mim, eu sou tantos. É uma metade a que está visível e ela está já se contaminando e espalhando uma peste para as outras que, presas, não acham força para resistir além da sua capacidade. "Sei pensar, sei jejuar , sei esperar" foi assim que Sidharta se definiu quanto a sua pessoa; eu preciso ler mais Sidartas, conhecer Sidartas, estar mais com Sidartas. Onde estão vocês? Eu preciso viver e lutar contra o comum. Mesmo que me odeiem, que me machuquem e que me causem fissuras, tenho de pensar. Ainda que me mostrem apenas as maravilhas do mundo e que me dispensem os melhores elogios, tenho de jejuar. Até me vendo diante da demora do resultado, sentindo o ácido lento do tempo corroer as coisas e querendo calmar o insuportável a mim, preciso esperar.
é um trabalho; viver é ser exigido em força e intelecto. Não quero estar sentado, correndo do tempo feito um cervo amedontrado, não quero ficar assim.
"toda a gente pode alcançar o seu objetivo se souber pensar, esperar e jejuar."
(Sidarta, de Hermann Hesse)
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