domingo, 17 de fevereiro de 2008

Naum

Como fazer para não se entregar? Quisera saber escrever palavras e termos bonitos de autores, dos quais nem lembro o nome, para tentar resumir, exprimir ou exibir de maneira convicente o turbilhão de coisas que passam pela minha cabeça, que me fazem querer escrever romances panegíricos em praça pública e que logo em seguida me desmotivam ao perceber que tudo não passou de "mais uma coisa minha". É esquisito começar sozinho e perdido, mas às vezes as cruzes caem nas costas de quem menos as espera, então, já possuidor delas, tem-se de se arrastar o fardo até o ponto em que há a conclusão de que nada adveio do céu, que foi você mesmo que fabricou o que está carregando. Pois é aí que quero chegar: compreender que as coisas só vão permanecer bolinando minhas idéias até quando eu permitir, então não vou mais deixar que um afã quebrante o que acredito, minhas idiossincrasias, minha vida. Não! Fantasmas só devem rodear a casa até a hora em que o livro da história de terror estiver aberto, servindo pra alguma coisa, num determinado momento. Pra ser sincero, já basta de narrativas e descrições aterrorizantes quando há campos virgens cheios de flores prontas para serem colhidas, cheiradas e utilizadas para ornamentar portas e janelas que devem estar sempre - ou a maior parte do tempo - abertas para arejar o ambiente. Para que insistir em jardim alheio se a rosa, que embora dance e se incline pra você, não lhe pertence? As flores são lindas, movem-se conforme o vento, contudo ventos podem trazer brisas, que acalmam, ou vendavais, que destróem, que trazem chuvas doces e perigosas como Zeus fora para Dânae. Enfim, se sorrisos existem são para ser exibidos, se há corpo é para que haja uma alma, mesmo que não seja gêmea, que não seja sopro, mas que viva e faça viver... Contudo, infelizmente não há como ter três partes no desenho perfeito de um coração num caderno dum apaixonado e mesmo que eu escreva dezenas de Poemas 15, de Neruda, por enquanto, não poderei fechar os olhos para esperar o vento te trazer pra mim, pra que eu te possa cheirar debaixo da chuva.

Naum...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Diálogo do ano

2007:
- FELIZ ANO NOVO!
2008:
- ADEUS, ANO VELHO.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Vagal

Pense, tô aqui, faltando nove pra onze da noite, com um trabalho de Latim pra fazer pra entregar amanhã... Um saco! Eu sabia desse negócio desde a quarta da semana passada, mas tô tão sem coragem esse período... Nem parece que ele começou, tipo, minhas leituras estão sendo feitas na marra e não tô com aquele gás de sempre. Talvez já esteja perdendo o pique. Só sei que o trabalho não vou entregar amanhã. Também tô meio "desiludido", pois eu tenho feito as atividades corretamente, entrego no dia e os professores sempre deixam para a aula seguinte. Eu fico pê da vida, apesar de eu achar que dessa vez poderá ser diferente pelo fato de o prof de Latim ser bem caxias... Sei lá; só sei que essa matéria é uma chatice, tô com sono e ontem, quero dizer, hoje, fui dormir bem for a do horário. Tenho de descansar. Pela primeira vez, eu acho, não vou entregar uma atividade pura e simplesmente por preguiça. É até engraçado, viu... Boa noite!